terça-feira, 12 de maio de 2009

“Um Caso com o Demónio” de Tony Bellotto


Foi o primeiro livro do autor que li, este que acabei hoje. Tinha alguma curiosidade pois alguém (já não me lembro quem) mo havia aconselhado.

Pois bem. Foi uma grande decepção. Talvez devida a alguma expectativa exagerada que houvesse criado em relação ao livro e, sobretudo, ao autor, a verdade é que não se concretizou nada do que eu esperava.

O autor cria um detective, a personagem principal, que apesar de ser a antítese do detective tradicional que tudo sabe e o que não sabe discorre de um cabelo, o que é bom. Faz dele o janota estúpido, que anda por ali a marinhar, citando nomes de blues até á exaustão (dava para escrever uma enciclopédia) enquanto a sua maior preocupação repousa na melhor forma de se satisfazer sexualmente.

Pretende ser um policial. Contudo, o enredo é tão desengonçado que me deixou algo incrédula. No fundo, o autor, desenvolve (pretende desenvolver) duas histórias distintas sem que qualquer uma delas tenha história.

É ligeiro na escrita e no enredo. Tão ligeiro que fui continuando com a ideia, à medida que progredia na leitura, de que algo mais iria acontecer. Alguma reviravolta aquilo iria ter. Não podia continuar e acabar naquela toada morna e sem sentido que vinha, teimosamente, a desenvolver.

Esperança vã. Pois acabou exactamente como ia prometendo.

Enfim. Posso dizer que não me acrescentou nada. Nem em termos literários (muito longe disso), nem tampouco no que diz respeito à qualidade do conteúdo.

Um conselho gratuito a Tony Bellotto: É um bom músico. É líder da banda de rock brasileira “Os Titãs”. Continue a dedicar-se à música e deixe a escrita para os que o sabem fazer…

Coloca-se-me uma dúvida, grande: Como é que estes livros são publicados e chegam a best-sellers para não falar já da sua adaptação ao cinema, enquanto bons autores, daqueles que escrevem mesmo bem, nem sequer são publicados?!!!!

Dá que pensar!

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